terça-feira, 21 de agosto de 2012

O verdadeiro Lado dos Contos de Fadas...

Respeitável Público!

    Alguns dias atrás, eu estava na sala de informática da minha escola, fazendo uma daquelas pesquisas que as professoras nos mandam fazer (com o nariz retorcido) na internet, para amenizar a mesmice das aulas normais. Era um trabalho de português. Poesias, para ser mais exata. Eu adoro qualquer tipo de escritas e vocês já sabem disso, assim, logo terminei o dito cujo trabalho.
    Vocês, internautas, estão vagando pela net porque gostam de fazer isso, não é? Pois bem, eu também! E logo acessei meu site de curiosidades favorito: Mundo Estranho! Aqui está o endereço, se também quiserem dar uma olhadinha: http://mundoestranho.abril.com.br. E o que achei lá?
     Bem, eu nunca parei muito para pensar, mas nesse dia a Mundo Estranho me ensinou a sempre desconfiar das coisas meigas. Pois foi nesse dia que eu conheci o lado negro dos contos de fadas! Mas, como são muitos contos pensei em botar um a cada semana aqui no Língua de Papel, para que ninguém passe uma hora inteira rolando o botão do mouse nessa página. Então hoje vou inaugurar, mostrando-lhes a verdadeira Alice e seu País das Mensagens Ocultas:
   

Piração no país das maravilhas

1. UMA HEROÍNA MAIS REAL QUE 3D

O nome da protagonista foi escolhido como uma homenagem à garotinha Alice Liddel, amiga do autor, o inglês Lewis Carroll. E o livro nasceu quase na marra. Após contar a história, que inventara na hora, para Alice e as duas irmãs da menina, Carroll foi convencido a colocar tudo no papel.


2. ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS


O coelho atrasadinho e que está sempre estressado é interpretado como uma crítica do autor à repressora sociedade inglesa da época. Ironicamente, é ele quem atrai Alice para um mundo mágico e sem nexo em que há liberdade para os indivíduos interferirem nos rumos da sociedade.


3. VIAJANDO NA LAGARTONA

Tá tudo azul para a lagarta que Alice encontra fumando num baita narguilé. A geringonça e o fato de o bicho falar lentamente, "viajando" e filosofando, são até hoje associados ao consumo de ópio. A droga, que atualmente é ilegal, tinha uso medicinal na época da publicação do livro, em 1865.


4. COGUS ALUCINÓGENOS


A lagarta doidona explica que comer do cogumelo em que está sentada pode fazer Alice crescer ou diminuir de tamanho. Há quem veja nisso uma clara referência a cogumelos alucinógenos, embora não haja indícios, dentro ou fora da obra, relacionando o autor ao consumo dessa droga.


5. SORRISO DELIRANTE


O habitante mais alucinado do País das Maravilhas aparece e desaparece em vários momentos da trama, seja de corpo inteiro, seja mostrando apenas algumas partes, como o sorriso. Especula-se que o gato possa ter surgido das terríveis enxaquecas do autor Lewis Carroll, que relatou vários episódios de alucinação em seus diários.


6. NA CASA DO CHAPÉU


Alice topa com o Chapeleiro Maluco em um tradicional chá das cinco inglês. Na época em que a história foi escrita, muitos chapeleiros enlouqueciam de fato, por causa da exposição ao mercúrio usado na confecção dos chapéus. Os sintomas eram tremores nos olhos e membros, fala confusa e alucinações. O personagem serviu até de inspiração para um inimigo do Batman.


7. EXTINTO E POLITIZADO

O dodô, ave extinta no século 17, é interpretado como uma caricatura do próprio Lewis Carroll, cujo nome real era Charles Dodgson. Para variar, o autor aproveitou o personagem para dar suas alfinetadas. O dodô organiza uma corrida sem rumo, que não chega a lugar nenhum, como nas reuniões políticas desde aquela época.


8. RAINHA SEM CORAÇÃO

A Rainha de Copas é outra caricatura da sociedade da época, mais precisamente da rainha Vitória: apesar de sua importância no reino inglês, sua autoridade não valia nada diante do Parlamento e do primeiro-ministro. Do mesmo jeito, no País das Maravilhas o bordão "cortem a cabeça dele!", da Rainha de Copas, nunca é cumprido de fato.


Alucinação coletiva

Para muita gente, Lewis Carroll escrevia sob efeito de drogas. Uma lenda urbana engolida por muita gente é a que especula sobre o uso de substâncias alucinógenas por Lewis Carroll. Os rumores se baseiam na narrativa piradona e em elementos que remeteriam ao universo das drogas, como o narguilé e o cogumelo. Há quem jure que a inspiração do autor vinha do LSD, esquecendo-se que a droga só surgiu em 1938, décadas após a primeira edição da obra. Além disso, a complexidade dos enigmas lógicos e matemáticos dispostos ao longo do texto indicam que o autor escrevia lúcido. Sem falar que nada na biografia de Carroll sugere qualquer experiência com entorpecentes.


     Bem pessoal, aí está a querida Alice e seu manto caído! Espero que tenham gostado, pois na semana que vem tem mais!


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