sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O capuz caiu!

Olá leitores!
Bom, como prometido aqui está outro conto distorcido pela população medieval! E hoje lhes apresento... tan-tãra-rãn... Chapeuzinho Vermelho-Sangue!


    A tonalidade mais chamativa na roupa da doce Chapeuzinho combina com uma história cheia de violência, canibalismo e insinuações sensuais.
   ERA UMA VEZ...
A maioria dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho, surgiu por volta da Idade Média, em rodas de camponeses na Europa, onde eram narrados para toda a família. "A fome e a mortalidade infantil serviam de inspiração", diz a especialista em histórias infantis Marina Warner, da Universidade de Essex, na Inglaterra.
   FINAL FELIZ
Ao fim da versão francesa, Chapeuzinho, sentindo-se ameaçada, pede para sair e fazer suas necessidades fora da casa. O lobo, nojentão, insiste para que ela faça xixi na cama mesmo - urg! -, mas acaba deixando a menina sair. Esperta, Chapeuzinho aproveita o vacilo do vilão e escapa.
   FINAL SANGRENTO
O francês Charles Perrault foi o primeiro a pôr muitos contos de fadas no papel, no século 17. Ele tornou o final da história mais sangrento - com o lobo jantando a mocinha - e introduziu a famosa moral da história, dizendo que "crianças não devem falar com estranhos para não virar comida de lobo".
   

FINAL AMENIZADO
No século 19, os irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm - famosos compiladores de contos que até então só eram transmitidos oralmente -, inventaram a figura do caçador. No fim da história, ele aparece e salva a pele de Chapeuzinho e da vovó, abrindo a barriga do lobo com um tesourão.
   1. COMIDA DE VÓ
Numa versão francesa da história, após interrogar Chapeuzinho na floresta e pegar um atalho para a casa da vovó, o lobo mata e esquarteja a velhinha sem dó. A coisa piora quando o vilão, já fingindo ser a vovó, oferece a carne e o sangue da vítima, como se fosse vinho, para matar a fome da netinha - que come e bebe com gosto!
   2. TIRA, TIRA...
Após encher o bucho e praticar canibalismo sem saber, Chapeuzinho ainda tira a roupa e joga no fogo, a pedido do lobão! O clima, porém, não é nada infantil, com a garota perguntando o que fazer com a roupa a cada peça tirada. O lobo só tinha uma resposta: "Jogue no fogo, minha criança. Você não vai mais precisar disso...".
   3. SEDUÇÃO INFANTIL
Ao se deitar ao lado do lobo, já totalmente nua, Chapeuzinho começa a reparar no físico do vilão, como se desconfiasse de algo (nossa, até que enfim!). Admirada, a menina começa a exclamar: "como você é peluda, vovó", "que ombros largos você tem" e "que bocão você tem", entre outros elogios à anatomia do bichão...
   Vestida para matar
A roupa vermelha simboliza as emoções violentas e a transferência prematura para o "mundo adulto". O nome do conto em diminutivo sugere ainda que a menina ainda é nova demais para isso (o que é verdade).
   Quem tem medo do lobo mau?
A história lido com desejos inconscientes da filha de ser seduzida pelo pai, representado pelo lobo. Em certas culturas camponesas, quando a mãe morria, a filha tomava o seu lugar na casa e nas relações afetivas.
   Inocência perdida
Como toda criança, Chapeuzinho ainda não sabe muito sobre as relações afetivas. Ela representa a transição da inocência para a puberdade. A desobediência infantil também aparece quando a menina sai do caminho para colher flores antes de visitar a avó - diversão primeiro e deveres depois.

Parece que nem a querida menina do capuz vermelho escapou da sombra do lado negro! Bem, semana que vem tem mais! Não percam! :)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O verdadeiro Lado dos Contos de Fadas...

Respeitável Público!

    Alguns dias atrás, eu estava na sala de informática da minha escola, fazendo uma daquelas pesquisas que as professoras nos mandam fazer (com o nariz retorcido) na internet, para amenizar a mesmice das aulas normais. Era um trabalho de português. Poesias, para ser mais exata. Eu adoro qualquer tipo de escritas e vocês já sabem disso, assim, logo terminei o dito cujo trabalho.
    Vocês, internautas, estão vagando pela net porque gostam de fazer isso, não é? Pois bem, eu também! E logo acessei meu site de curiosidades favorito: Mundo Estranho! Aqui está o endereço, se também quiserem dar uma olhadinha: http://mundoestranho.abril.com.br. E o que achei lá?
     Bem, eu nunca parei muito para pensar, mas nesse dia a Mundo Estranho me ensinou a sempre desconfiar das coisas meigas. Pois foi nesse dia que eu conheci o lado negro dos contos de fadas! Mas, como são muitos contos pensei em botar um a cada semana aqui no Língua de Papel, para que ninguém passe uma hora inteira rolando o botão do mouse nessa página. Então hoje vou inaugurar, mostrando-lhes a verdadeira Alice e seu País das Mensagens Ocultas:
   

Piração no país das maravilhas

1. UMA HEROÍNA MAIS REAL QUE 3D

O nome da protagonista foi escolhido como uma homenagem à garotinha Alice Liddel, amiga do autor, o inglês Lewis Carroll. E o livro nasceu quase na marra. Após contar a história, que inventara na hora, para Alice e as duas irmãs da menina, Carroll foi convencido a colocar tudo no papel.


2. ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS


O coelho atrasadinho e que está sempre estressado é interpretado como uma crítica do autor à repressora sociedade inglesa da época. Ironicamente, é ele quem atrai Alice para um mundo mágico e sem nexo em que há liberdade para os indivíduos interferirem nos rumos da sociedade.


3. VIAJANDO NA LAGARTONA

Tá tudo azul para a lagarta que Alice encontra fumando num baita narguilé. A geringonça e o fato de o bicho falar lentamente, "viajando" e filosofando, são até hoje associados ao consumo de ópio. A droga, que atualmente é ilegal, tinha uso medicinal na época da publicação do livro, em 1865.


4. COGUS ALUCINÓGENOS


A lagarta doidona explica que comer do cogumelo em que está sentada pode fazer Alice crescer ou diminuir de tamanho. Há quem veja nisso uma clara referência a cogumelos alucinógenos, embora não haja indícios, dentro ou fora da obra, relacionando o autor ao consumo dessa droga.


5. SORRISO DELIRANTE


O habitante mais alucinado do País das Maravilhas aparece e desaparece em vários momentos da trama, seja de corpo inteiro, seja mostrando apenas algumas partes, como o sorriso. Especula-se que o gato possa ter surgido das terríveis enxaquecas do autor Lewis Carroll, que relatou vários episódios de alucinação em seus diários.


6. NA CASA DO CHAPÉU


Alice topa com o Chapeleiro Maluco em um tradicional chá das cinco inglês. Na época em que a história foi escrita, muitos chapeleiros enlouqueciam de fato, por causa da exposição ao mercúrio usado na confecção dos chapéus. Os sintomas eram tremores nos olhos e membros, fala confusa e alucinações. O personagem serviu até de inspiração para um inimigo do Batman.


7. EXTINTO E POLITIZADO

O dodô, ave extinta no século 17, é interpretado como uma caricatura do próprio Lewis Carroll, cujo nome real era Charles Dodgson. Para variar, o autor aproveitou o personagem para dar suas alfinetadas. O dodô organiza uma corrida sem rumo, que não chega a lugar nenhum, como nas reuniões políticas desde aquela época.


8. RAINHA SEM CORAÇÃO

A Rainha de Copas é outra caricatura da sociedade da época, mais precisamente da rainha Vitória: apesar de sua importância no reino inglês, sua autoridade não valia nada diante do Parlamento e do primeiro-ministro. Do mesmo jeito, no País das Maravilhas o bordão "cortem a cabeça dele!", da Rainha de Copas, nunca é cumprido de fato.


Alucinação coletiva

Para muita gente, Lewis Carroll escrevia sob efeito de drogas. Uma lenda urbana engolida por muita gente é a que especula sobre o uso de substâncias alucinógenas por Lewis Carroll. Os rumores se baseiam na narrativa piradona e em elementos que remeteriam ao universo das drogas, como o narguilé e o cogumelo. Há quem jure que a inspiração do autor vinha do LSD, esquecendo-se que a droga só surgiu em 1938, décadas após a primeira edição da obra. Além disso, a complexidade dos enigmas lógicos e matemáticos dispostos ao longo do texto indicam que o autor escrevia lúcido. Sem falar que nada na biografia de Carroll sugere qualquer experiência com entorpecentes.


     Bem pessoal, aí está a querida Alice e seu manto caído! Espero que tenham gostado, pois na semana que vem tem mais!


sábado, 14 de julho de 2012

Férias!

Olá, leitor!
   Já que estamos curtindo as férias de inverno, eu queria postar aqui uma lista com coisas que gostaria de fazer durante essas duas semanas (ou uma, depende). Bom, só pra deixar claro e escrito, o inverno é minha estação favorita e provavelmente a de muitos outros, então espero que você aproveite essa lista tanto quanto eu!

   Coisas pra fazer durante as férias:


- Alugar vários filmes, fazer um sabor de pipoca diferente, desligar as luzes da sala e, debaixo do cobertor, olhar os filmes na "sessão de cinema caseira";

- Tentar montar um quebra-cabeça bem grande, com umas duas mil peças!

- Tirar a bicicleta do porão e dar uma passeada por aí;

- Comer fondue de chocolate com morango;

-Fazer umas receitas bem malucas (mas gostosas) com minha mãe;

- Tocar música alta e dançar!!!

- Ler todas as minhas revistas de curiosidades (caso você não tenha uma, então leia um livro bom que está guardado a tempo);

- Desenhar, desenhar e desenhar!

- Acampar fora de casa. Com barracas, sacos de dormir e cia., é claro!


   Bom, leitor! São essas as minhas dicas pra passar as férias! Espero que as suas sejam tão boas quanto as minhas!

sábado, 7 de julho de 2012

Um Mundo-Armário

     Eu ainda sou uma criança, mas mesmo assim sei o que significa a sensação de querer se isolar de tudo e todos, trancado num quarto, à sós... Quem é que nunca passou por isso? Uma onda de fúria, uma maré de tristeza, um mar de aflições! Tudo isso nos faz querer ter um... Mundo-Armário.
     Pois é. Essa palavra provavelmente ninguém ouviu falar, porque eu a inventei. Mas isso é só para representar o desejo de isolação, e o que pode resolvê-lo! Como já diz o nome, o Mundo-Armário é (não necessariamente um mundo) um lugar em que você pode se trancar e pensar, pensar... Sozinho!
    Imagine um campo, com grama alta, árvores aqui e ali e muitas flores! Acalma, não é mesmo? Agora imagine-se deitados nesse campo, debaixo de uma árvore, rodeado de girassóis, papoulas e margaridas, pensando. Pois é. Essa é mais ou menos a ideia que tenho do meu Mundo-Armário... Bom, na verdade eu nem tenho acesso á um campo assim, mas por que se precisa ver e tocar quando se tem uma imaginação fértil?
    Ah, olhem-me aqui, fugindo do assunto de novo!
    Vou deixá-lo aí, imaginando como seria o SEU lugar de isolação e tranquilidade. E toda hora que você passar por um momento de aflição, raiva ou tristeza... Faça como eu! Entre em seu Mundo-Armário!

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Inspiração

 


 Um dia, um dia bem chuvoso, eu estava sentada no banco traseiro do meu carro refletindo sobre muitas coisas que vinham-me na mente.Eis algumas delas:
     Eu refletia sobre por que não nascemos sabendo de tudo que nos cerca, incluindo todos os outros planetas e asteroides que os cientistas lutam entre si para descobrir (Embora esse pensamento quase sempre venha seguido de uma forte dor de cabeça...)
    Também refletia sobre por que Einstein havia sido um mau aluno na infância e depois tenha se tornado o maior gênio da física, enquanto a maioria das crianças do passado hoje não passam de adultos atarefados e sérios, que só sabem contar quantas notas de cem reais existem em seu bolso e quantos compromissos eles têm nesta semana...
    Mas o mais importante, que quero contar à vocês, é que refleti sobre qual é a inspiração das pessoas ao falarem sobre sua vida, sobre o que vivenciam durante o dia. Talvez para o músico, a inspiração seja a melodia de suas composições. Para o aviador, seja o ar que ele sente ao voar com seu bimotor ou ao saltar de paraquedas. Não sei, pois não sou músico nem aviador...
    Eu quero ser uma escritora. Não das que conta cinquenta reais para cada página do seu livro, ou da que escreve sempre a mesma história, o mesmo conteúdo... Não! Quero ser aquela que escreve pensando no que viu ao longo dos anos. Se muitos vão se agradar com minha história? Não sei. Muitos, ao lerem este artigo, podem estar franzindo a testa ou torcendo o nariz. Mas... e daí? A insatisfação alheia  não arranca pedaço!
     Mas retomando a história, minha inspiração principal é e sempre será ( creio eu!) a escrita.
     Por isso, espero que entendam o nome que dei a este blog, pois assim como a música é a inspiração do músico, e o vento é a do aviador, minha inspiração é a imaginação derramada no papel.